EcoDebate, 01/04/2008
Primeiro de abril: dia de mobilização contra as mentiras do governo Lula
A transposição “vai transformar a realidade de uma área onde vivem atualmente 12 milhões de pessoas. Um brasileiro não pode negar um copo de água para outro brasileiro que tem sede”, essa é uma das afirmações do presidente Lula usada nas mobilizações do dia primeiro de abril também chamado de “Dia da Mentira do Governo e da Verdade do Povo”. Texto de Clarice Maia, Articulação Popular São Francisco Vivo.
Transposição inaugura guerra pela água no Brasil, diz cientista
“A obra de transposição do Rio São Francisco inaugura a guerra pela água no Brasil”, afirma o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, João Abner, doutor em Hidrologia e Irrigação, ao deixar claro, em entrevista ao Informandes Online, que, pelo menos até o momento, quem está vencendo a batalha é o capital financeiro internacional e a elite brasileira que lhe dá sustentação. Às véspera da manifestação contra a mais polêmica obra do governo Lula, marcada para o dia 1º de abril, em São Paulo, o cientista argumenta porque a sociedade brasileira tem que dizer NÃO À TRANSPOSIÇÃO! Por Najla Passos, ANDES-SN.
Milícias armadas assassinam sem-terra no Paraná
A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem a público manifestar sua indignação diante de mais um bárbaro assassinato ocorrido na noite de ontem, 30 de março, no assentamento Libertação Camponesa, município de Ortigueira, Paraná.
Mortes de peixes se tornam um problema crônico no São Francisco
Pesca ameaçada - Pilha de rejeitos da Vatorantim Metais, na margem do Rio São Francisco, contém 4 milhões de metros cúbicos, acumulados de 1969 a 2002 , equivalentes a um terço do volume da Lagoa da Pampulha. Por Bernardino Furtado, Estado de Minas, Domingo 30 de março de 2008.
Remédio anunciado - Três Marias - A inauguração da nova barragem de rejeitos da Votorantim Metais em Três Marias, prometida pela empresa para 2009, é a grande esperança dos moradores de reversão de um enorme passivo ambiental deixado pela empresa. É o caso do produtor rural Juvenal de Souza e Silva. Nos 250 hectares da Fazenda Lavagem, ele tem um poço artesiano de 140 metros de profundidade, perto do curral, e uma cisterna de 25 metros de fundura junto ao fogão de lenha. O Córrego Lavagem, com leito de pedra e vistosa mata ciliar, passa no fundo da casa. No entanto, pelo menos duas vezes por semana um caminhão-pipa a serviço da Votorantim Metais abastece a fazenda de água para o gado e para a higiene da residência. Outro fornecedor, também contratado pela indústria de zinco, leva regularmente água mineral em galões para a família Souza e Silva beber. “Tenho água de graça, mas meus filhos não podem nadar no córrego”, reclama o fazendeiro. Por Bernardino Furtado, Enviado Especial, do Estado de Minas, 30/03/2008.
A retomada das ações do governo, na semana passada, para a desocupação da terra indígena Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima, voltou a acender entre grupos militares da reserva e entidades de proprietários rurais o debate sobre questões geopolíticas e soberania da Amazônia. Afirma-se que a retirada dos não-índios da Raposa - cuja área de 1,7 milhão de hectares foi reconhecida no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e homologada por Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005 - faria parte de um plano maior: a criação de uma grande nação indígena no extremo norte do País. Ela atravessaria os Estados do Amazonas e Roraima, na fronteira com Colômbia, Venezuela e Guiana. Por Roldão Arruda, BOA VISTA, do Estado de S.Paulo, 31/03/2008.
GOVERNADOR VALADARES - Esta cidade, no Vale do Rio Doce, poderá produzir pinhão manso para a fabricação de biodiesel. A pesquisa está sendo feita pelo engenheiro agrônomo e aluno de mestrado da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Luís Paulo Patente Tanure, em uma área de cultivo na Cidade dos Meninos, local onde desenvolve o estudo de calagem, adubação e nutrição do pinhão manso. Um dos objetivos é fazer com que o pinhão manso produza ao máximo e com menos custo na adubagem. A primeira etapa será concluída em maio. Por Ana Lúcia Gonçalves, da Sucursal, jornal Hoje em Dia, MG, 30/03/2008.
Reflorestar áreas de preservação permanente é desafio
A paisagem dominada por verdes pastos nos morros de municípios como Amargosa, Elísio Medrado, São Miguel das Matas, Lage, dentre muitos outros da região Recôncavo sul, já não encanta mais como antes. O olhar mais atento detecta um problema desafiador: a substituição da vegetação nativa de mata atlântica pelo capim, em locais proibidos pela legislação florestal brasileira. São as áreas de preservação permanente, as APPs, que devem (ou deveriam) ser mantidas cobertas pela vegetação. Matéria de Maiza de Andrade, mandrade@grupoatarde.com.br, do jornal A Tarde, BA, 31/03/2008.
Alimentos orgânicos não beneficiam a saúde, diz especialista
Segundo nutricionista britânico, é mais importante comer mais frutas e hortaliças do que produtos ‘verdes’
LONDRES - Os pais que desejam que seus filhos comam alimentos saudáveis devem se preocupar mais em servir uma quantidade extra de frutas e legumes e menos em lhes dar os caros alimentos orgânicos, de acordo com um dos principais especialistas em nutrição do Reino Unido. Lord Krebs, ex-diretor da Food Standards Agency (FSA), disse que as famílias foram se tornando “muito confusas” pelo conflito de mensagens sobre uma alimentação saudável, conforme uma matéria publicada neste domingo, 30, no jornal britânico The Guardian. Da Redação, Estadao.com.br, domingo, 30 de março de 2008, 16:29.
Jejum no dia da mentira nacional, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)
[EcoDebate] Primeiro de Abril é o dia da mentira, agora da mentira nacional. Vários movimentos sociais aproveitam o dia para esticar o nariz de Lula, Ciro Gomes e Geddel Vieira Lima, denunciando as “mentiras da transposição e a verdade do povo”. Outros movimentos, embalados pela proposta, trazem outras mentiras, devidamente ocultadas, como a da reforma previdenciária. Talvez pudéssemos colocar também essa feita às surdinas pelo presidente da República, através de uma Medida Provisória (www.correiocidadania.com.br) que é a ampliação da área desmatável da Amazônia para 1.500 hectares. Haverá mobilizações em vários cantos do país e assim se deslancha o Abril Vermelho e o Maio de protestos com tantas movimentações previstas.
Dívida pública brasileira sobe para R$ 1,157 trilhão em fevereiro
A dívida pública brasileira chegou a R$ 1,157 trilhão em fevereiro, o que representa 42,2% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O resultado de fevereiro é superior ao de janeiro ( 41,9% do PIB). Os dados constam da nota de Política Fiscal, divulgada ontem (31) pelo Banco Central. Matéria de Kelly Oliveira, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate.
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