No Portal EcoDebate, 17/04/2008
Em 2007 os agrocombustíveis roubaram a cena. Foram apresentados como a grande alternativa ao aquecimento global. A expansão da área plantada com cana-de-açúcar veio acompanhada de inversões capitalistas em novas usinas sucroalcooleiras. Já são 363 em operação. O etanol se tornou o carro-chefe destes novos combustíveis e foi o centro da agenda do presidente da República em suas viagens internacionais. Lula chegou a guindar os usineiros à categoria de “heróis nacionais”. Mesmo contra todas as evidências, afirmou que a Amazônia não se prestava ao cultivo da cana. Esta atividade encontrou ardorosos defensores também no Congresso Nacional.
Os conflitos pela água praticamente duplicaram no Brasil de 2006 (45) para 2007 (87). O número de famílias envolvidas saltou de 13.072 para 32.747. Dezenove estados registraram conflitos pela água. Minas Gerais com 20 ocorrências é, de longe, o estado mais conflitivo. É sintomático que o maior número de conflitos aconteça em Minas Gerais, estado onde nasce o São Francisco, símbolo da integração nacional. O uso predatório de suas águas é decorrência de seu intenso uso com finalidade econômica, particularmente para geração de energia, uso industrial e grandes projetos de irrigação. A transposição do Rio São Francisco é a obra que leva ao extremo essa visão economicista da água. Em função desta visão fica relegado a um plano muito inferior o olhar holístico sobre a água, que exige que ela seja considerada nas suas dimensões vital (biológica), ambiental, dos direitos humanos, estética, religiosa, cultural, paisagística, social.
Conflitos no Campo Brasil 2007: Ação de milícias privadas agrava violência contra trabalhadores
A 23ª edição da publicação aponta a diminuição no número de conflitos no campo entre os anos de 2006 e 2007, com queda de 7%. Somente a região Sudeste apresentou aumento nesse número e também na quantidade de pessoas envolvidas. A diminuição no número de conflitos pode ser interpretada pela implantação de políticas sociais compensatórias, como a bolsa família, que mesmo insuficientes têm contribuído para a diminuição da mobilização social na luta por direitos.
Ministério da Agricultura estuda a criação de um selo de qualidade para identificar as indústrias de produção de álcool e açúcar que respeitam a legislação trabalhista e o meio ambiente. É o que anunciou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, um dia depois de a Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontar a expansão das lavouras de cana-de-açúcar como a principal responsável pelo crescimento do trabalho escravo no Brasil em 2007. Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações de Ivan Richard, da Agência Brasil.
Cana-de-açúcar: 200 mil hectares de grilagem no Maranhão
[EcoDebate] O governo do Maranhão em seus proclames para o mercado fixou um teto de quarenta usinas de etanol para os próximos anos o que, em termos práticos, arredondar-se-á de um milhão a dois milhões de hectares amolados, em nome de grandes grupos econômicos das regiões sul, sudeste e nordeste brasileiro, para o plantio de cana-de-açúcar. Por Mayron Régis, do Fórum Carajás.
ONU diz que práticas agrícolas precisam mudar
Um relatório encomendado por uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado nesta terça-feira afirma que é preciso mudar as regras e práticas agrícolas atuais para combater a alta do preço dos alimentos. Da BBC Brasil, 15 de abril, 2008 - 16h58 GMT (13h58 Brasília).
‘Transgênicos: As sementes do mal’. Livro denuncia impactos dos OGM
Um agricultor alemão plantou em sua propriedade o milho BT 176, da empresa Syngenta. Depois de tratar os seus animais com o milho transgênico, eles morreram. Essa é uma das diversas denúncias que os escritores Antônio Andrioli e Richard Fuchs trazem no livro Transgênicos: As sementes do mal - A silenciosa contaminação de solos e alimentos. Através de uma coletânea de textos, os autores abordam os impactos sociais, econômicos e ambientais do cultivo de alimentos transgênicos. A notícia é da Agência Chasque, 14-04-2008.
[EcoDebate] Atualmente, as Ongs estão sob suspeita e devem ser alvo de debate em diferentes aspectos, tais como sua definição, sua utilidade, sua eficiência e eficácia em torno de determinados problemas e a transparência de sua gestão e equanimidade.
Integração de Bacias? artigo de Edézio Teixeira de Carvalho
[O Tempo] A leitura mais precoce do homem sobre a terra é a da bacia hidrográfica, porque este conceito geográfico tem significado físico evidente: Do seu perímetro formado por cristas reconhecíveis ou por chapadas em que o divisor de águas é tenuemente marcado na paisagem, escoam águas para eixos topograficamente baixos, que convergem, formando rede hierarquizada de córregos, ribeirões, rios locais e grandes rios que dão nomes às bacias.
Belo Monte pode não ser a solução
Especialista garante que há melhores opções para suprir demanda do Estado - O Pará consumiu mais de 5,1 gigawatts/hora de energia em 2007 e o setor produtivo exige muito mais para chegar a níveis mais elevados de desenvolvimento nos próximos anos. A aposta do Estado - e do Brasil inclusive - é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, prevista para ser construída na região do Xingu, próximo à Altamira. Porém, o engenheiro civil Ruy Bahia alerta que a escolha repetirá o equívoco da Usina de Balbina, no município Amazonense de Abel Figueredo, pois será um investimento aplicado em uma matriz de energia sem viabilidade financeira, social e ambiental. Por Anderson Luís Araújo, do O Liberal, PA, 15/04/2008.
Conjuntura da Semana. Uma leitura das Notícias do Dia do IHU de 09 a 15 de abril de 2008
A análise da conjuntura da semana é uma (re)leitura das ‘Notícias do Dia’ publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A presente análise toma como referência as “Notícias” publicadas de 09 a 15 de abril de 2008. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT - com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.
Fundamentos da educação – Uma pesquisa, feita no campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, investigou a associação entre comportamento e desempenho escolar entre meninos e meninas. O estudo indica como a qualidade das relações estabelecidas na escola de educação infantil pode afetar o aprendizado das crianças. Por Alex Sander Alcântara, da Agência FAPESP, 15/04/2008.
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