Ecodebate, de 19/04/2008
Lula manda repreender general por críticas públicas,
Jobim e comandante do Exército vão chamar militar para conversa.
BRASÍLIA. Numa reunião extraordinária no fim da tarde de ontem no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, explicações sobre as declarações do comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, contra a demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol em terras contínuas. Jobim e Enzo Martins vão chamar o general para uma conversa e, em seguida, repassar as respostas ao presidente. Hoje Lula vai participar de solenidade no QG do Exército e, em seguida, terá encontro com índios no Planalto. Por Jailton de Carvalho, do O Globo, 18/04/2008.
General diz que demarcação de Raposa Serra do Sol pode criar novo Tibete
O general Gilberto de Figueiredo, presidente do Clube Militar do Rio, declarou nesta quinta-feira que a demarcação de forma contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, pode criar situação similar à do Tibete, na China. Por Luisa Belchior, colaboração para a Folha Online, no Rio, 17/04/2008 - 20h04.
A preocupação dos militares com a segurança nacional e a integridade territorial é compreensível, mas a ojeriza aos territórios indígenas passa dos limites.
Pactos trabalhistas devem ajudar a combater trabalho escravo, defende ministro
A aplicação das leis vigentes e a criação de pactos trabalhistas devem ser usadas como instrumentos de combate à escravidão no campo, afirma o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. Pesquisa divulgada esta semana pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) relaciona o aumento do trabalho escravo à crescente produção de cana-de-açúcar. Matéria de Hugo Costa, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate.
Paragominas se une para sair da lista dos vilões da Amazônia
O advogado Adnan Demachki lembra vividamente os sacos de estopa de 60 quilos, destinados a carregar grãos, cheios até a boca com dinheiro. Eram levados abertamente pelas ruas do recém-emancipado município de Paragominas, no extremo leste do Pará. Os colonizadores não tinham com o que se preocupar: o dinheiro era financiado pelo próprio governo para desmatar aquela porção da Amazônia e fazer o que era praticamente uma ordem nos anos 70: levantar o pasto e trazer o boi. Do Valor Econômico, 18/04/2008.
Agrocombustíveis e produção de alimentos
“E as conseqüências, para a produção de alimentos no Brasil, da expansão da cana-de-açúcar nos últimos 15 anos, quais são?”, pergunta Ariovaldo Umbelino de Oliveira, professor titular de geografia agrária da USP e diretor da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 17-04-2008. Segundo ele, que integrou a equipe que elaborou a proposta do Segundo Plano Nacional de Reforma Agrária para o governo Lula (2003), “a produção dos três alimentos básicos no país - arroz, feijão e mandioca - não cresce desde os anos 90, e o Brasil se tornou o maior país importador de trigo do mundo. Portanto, o caminho para a saída da crise e da construção de uma política de soberania alimentar continua sendo a realização de uma reforma agrária ampla, geral e massiva”.
Lago glacial se transformou em cachoeira na Groenlândia
Corrente de água fluiu secretamente a três vezes o volume de água das Cataratas do Niagara
Austrália perde produção agrícola devido a crise ligada ao aquecimento global - A região de Deniliquin, na Austrália, já foi a maior produtora de arroz do Hemisfério Sul. O local já processou uma quantidade de grãos suficiente para suprir as necessidades de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Por Keith Bradsher, no O Globo, 18/04/2008.
Estudos revêem efeitos do aquecimento
Número de furacões pode ser menor no futuro, bem como o impacto do degelo da Groenlândia sobre o nível do oceano. Novas pesquisas não conflitam com as previsões do IPCC, mas ajudam a reduzir incertezas sobre impactos catastróficos. Por Claudio Angelo, na Folha de S.Paulo, 18/04/2008.
Há mais de 30 anos os povos Macuxi, Wapixana, Taurepang, Ingaricó lutam pela demarcação de suas terras. A reivindicação destes povos está amparada pela Constituição Federal, em seu Artigo 231. Nesta terra, ao longo de mais três décadas, ocorreram dezenas de conflitos, onde lideranças indígenas foram assassinadas, torturadas, comunidades agredidas, malocas incendiadas, pessoas seqüestradas e terras devastadas por garimpos ilegais e pela ação predatória de centenas de invasores.
Raposa Serra do Sol: Quem é vítima em Roraima?, artigo de Washington Novaes
[O Estado de S.Paulo] Talvez um recuo no tempo e na memória possa ajudar a desfazer a enorme confusão em torno da retirada de arrozeiros da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima - suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda pendente de apreciação final.
Fome e direitos humanos artigo de Jean Ziegler
“Por trás de cada vítima [da fome] há um assassino. A atual ordem mundial não é apenas mortífera, mas também absurda. O massacre está instalado numa normalidade imóvel”, diz, sem meias palavras, Jean Ziegler. Em seguida emenda: “Os novos senhores do mundo têm ojeriza aos direitos humanos”.
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