
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Já se sabe que as mudanças climáticas e o aquecimento global terão severos impactos na produção agrícola das áreas tropicais e temperadas, mas, embora sabido, ainda não havia sido adequadamente dimensionado.
Um recente estudo [Climatic Changes Lead to Declining Winter Chill for Fruit and Nut Trees in California during 1950–2099] da University of California, Davis e da University of Washington avaliou os impactos potenciais na Califórnia. A primeira conclusão foi de que as baixas temperaturas das ondas de friagem de inverno, essenciais para diversas frutas produzidas no estado, já foram reduzidas em 30% no período de 1950 até 2000.
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Cultura orgânica, em foto de arquivo
Os resultados mostram que muitas culturas orgânicas são mais rentáveis do que os sistemas de monocultivo
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Qual é a melhor estratégia, especializando-se em uma cultura ou culturas diversificadas? Cultivo convencional é mais rentável do que a agricultura biológica? É menos arriscado?
São questões permanentes na agricultura e, no Brasil em especial, elas são extremamente importantes, considerando que, desde o período colonial, mantemos a tendência de optar por cultivo de monocultura intensiva em vastas áreas. Com ligeiras adaptações, o modelo coronelista da monocultura em latifúndio ainda permanece.
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[Por Henrique Cortez, do Ecodebate] Pesquisadores identificaram uma ligação entre a diversidade de plantas cultivadas e poluição por nitrogênio que geram em lagos e rios.
Na última edição da revista online Frontiers in Ecology and the Environment, pesquisadores demonstram que quando a biodiversidade das culturas é alta, menos nitrogênio é encontrado dissolvido nas bacias hidrográficas. O nitrogênio dos fertilizantes infiltra-se no solos e águas subterrâneas, atingindo rios e lagos.
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[EcoDebate] Diversas pesquisas internacionais indicam que, cada vez mais, os severos impactos que o aquecimento global e as mudanças climáticas terão agricultura, com especial efeito negativo nas zonas tropicais.
É natural, portanto, que o mesmo seja verdade no Brasil. O RS, por exemplo, em 10 anos já enfrentou 5 severas estiagens.
No entanto, surpreendentemente, este é um tema raramente discutido no Brasil, o que é uma insensatez em um país que se orgulha em ser o “celeiro do mundo.
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Universidade de Toronto Scarborough
Nova pesquisa mostra que deveríamos estar olhando para o chão, e não o céu, para ver como as mudanças climáticas poderão ter o seu mais perigoso impacto sobre a vida na Terra.
Cientistas da Universidade de Toronto Scarborough (University of Toronto) publicaram, na revista Nature Geoscience, um estudo [Increased cuticular carbon sequestration and lignin oxidation in response to soil warming] que mostra como e quanto o aquecimento global realmente muda a estrutura molecular da matéria orgânica no solo. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
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[London begins a major project of community urban agriculture]

Foto, James Potter: agricultura urbana comunitária em área pública de Londres
Esta semana, o prefeito de Londres, Boris Johnson, anunciou um plano para converter mais de 2000 parcelas de terreno em volta da cidade em espaços verdes para o cultivo de alimentos. O projeto vai identificar terras adequadas e prestar apoio aos indivíduos e organizações que desejam cultivar alimentos para si próprios e para comunidade local. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
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[UK: Death of 2 billion bees will cost £ 54 million in losses in the economy]

Centenas de apicultores, em 5/11, realizaram uma manifestação em Downing Street, sede do governo britânico, para exigir imediata ação governamental. Bilhões de abelhas do Reino Unido já morreram de causas ainda desconhecidas e os apicultores exigem saber por que razão.
Uma em cada três colônias de abelhas foi perdida ao longo do ano passado. Receia-se que não seja possível evitar a perda de dois bilhões de abelhas neste inverno (no hemisfério norte), o que seria uma grande redução da quantidade total destes vitais polinizadores. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
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[Desertification, land degradation and drought threaten the production of food, increasing the global crisis of hunger]

A magnitude da crise financeira global ofuscou uma outra crise global, a crise alimentar, que deveria estar no centro das atenções dos governos dos em todo o mundo.
O aumento dos preços dos alimentos, no início deste ano, chegou a desencadear motins e revoltas populares em vários países. Um relatório do Banco Mundial, no ano passado, constatou que 74% dos pobres do mundo pertencem ao setor rural agrícola, que é muito dependente do clima, de terras marginais (áreas agrícolas subtilizadas ou de pequeno valor) e ameaçado por secas. É por isto que os elevados preços dos alimentos, combinado com as secas endêmicas, ameaçam a vida de centenas de milhões de pessoas, especialmente na África. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
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Estudo realizado por cientistas do INRA (Institut scientifique de recherche agronomique), do CNRS (Centre national de la recherche scientifique) e da UFZ ( Helmholtz Association of German Research Centres), estimou que o valor econômico global dos serviços de polinização, realizado pelos insetos, principalmente abelhas, foi, em 2005, da ordem de R$ 395 bilhões (153 bilhões de euros).
Isto equivale a 9.5% do valor total da produção agrícola global. O estudo avaliou que o desaparecimento dos insetos polinizadores pode causar perdas agrícolas entre R$ 491,8 bilhões ( €190 bi) e R$ 802,7 bilhões( €310 bi). Os resultados do estudo econômico sobre a vulnerabilidade da agricultura mundial, em razão do desaparecimento dos insetos polinizadores, foram publicados na revista “ECOLOGICAL ECONOMICS“. Por Henrique Cortez*, do Ecodebate.
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O projeto Sahara Forest irá utilizar água do mar e de energia solar para crescer em estufas alimentos em todo o deserto. Fotografia: Exploration Architecture
Matéria de Alok Jha, correspondente de tecnologia verde do The Guardian, descreve o projeto Sahara Forest, que pretende utilizar a energia solar para evaporar água salgada, gerando ar fresco e água pura, abastecendo estufas e permitindo produção de alimentos. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.
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