Pesquisadores reafirmam a necessidade de garantir a produção sustentável e responsável de biocombustíveis Julho 23, 2009
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[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Embora no Brasil qualquer questionamento aos biocombustíveis seja tratado como um crime lesa-pátria, nos EUA e na Europa o tema é consistentemente discutido e questionado.
Em tese, os biocombustíveis podem ser produzidos em grandes quantidades e com múltiplas vantagens, mas apenas se forem provenientes de matérias primas produzidas durante um processo com ciclo de vida de baixas emissões de gases de estufa, bem como sem concorrência com a produção alimentar mínima.
Relatório alerta para o balanceamento dos biocombustíveis e dos recursos hídricos Julho 6, 2009
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[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Pesquisadores da Rice University afirmam que os EUA devem ter cuidado que a nova ênfase no desenvolvimento dos biocombustíveis como uma alternativa ao petróleo importado e levar em consideração os potenciais prejuízos para os recursos hídricos da nação.
EUA: Incentivos à produção de biocombustíveis receberão mais de US$ 400 bilhões em subsídios federais Maio 14, 2009
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[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo relatório da ONG Amigos da Terra (Friends of the Earth) documenta como a indústria dos biocombustíveis dos EUA é subsidiada com o dinheiro dos contribuintes, em detrimento aos investimentos em meio ambiente.
Amigos da Terra divulgou o relatório “A Boon to Bad Biofuels” que examina em que medida a indústria dos biocombustíveis é subsidiada pelo governos federal, diretamente ou por crédito fiscal federal. O relatório constata que, entre 2008 e 2022, os biocombustíveis vão receber mais de US $ 400 bilhões em subsídios.
Estudo avalia que a expansão dos agrocombustíveis pode ameaçar a biodiversidade na Europa Abril 28, 2009
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Campo de canola, foto da North Dakota State University, EUA
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Pesquisadores e ambientalistas criticam a expansão dos agrocombustíveis pela sua pressão sobre as florestas dos paises em desenvolvimento e pelo potencial de reduzir a produção de alimentos.
No entanto, um novo estudo [Is biofuel policy harming biodiversity in Europe?], publicado na revista GCB Bioenergy, avalia que os mesmos riscos também ocorrem na Europa.
Estudo no Havaí avalia o risco da introdução de espécies invasoras para produção biocombustíveis Abril 24, 2009
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Floresta em fase de conversão para plantio de palma (dendezeiro) na Indonésia. O dendezeiro(Elaeis guineensis), também conhecido como palmeira-de-óleo-africana, aavora, palma-de-guiné, palma, dendém (em Angola), palmeira-dendém ou coqueiro-de-dendê, é uma palmeira originária da Costa Ocidental da África (Golfo da Guiné).(informação da Wikipédia)
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Com a crescente demanda pelos biocombustíveis também cresce a introdução de espécies exóticas, tal como o dendezeiro no Brasil, que, potencialmente, podem ser mais produtivas. Mas também podem ser invasoras agressivas.
São necessários 75 anos para compensar as emissões de carbono por desflorestamento para produção de óleo de palma Abril 17, 2009
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Área de floresta tropical na Indonésia em ‘transição’ para cultura de palma (dendezeiro)
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Vastas áreas florestais da Indonésia e Malásia já foram derrubadas para plantação de palma e o processo de desflorestamento está se acelerando. Os defensores da substituição da floresta por palma dizem que é um processo carbono neutro, porque o carbono emitido é compensado pelo plantio da palma. Mas isto, como outros argumentos dos defensores do desmatamento, é falso.
Um novo estudo [Biofuel Plantations on Forested Lands: Double Jeopardy for Biodiversity and Climate] constata que vai demorar mais de 75 anos para compensar as emissões de carbono por desflorestamento para produção de óleo de palma. Se o habitat original for turfosos, em termos de balanço de carbono, levará mais de 600 anos para ser compensado. O estudo foi publicado na edição online da Conservation Biology.
Uma pequena planta aquática pode ser a resposta para descontaminar a água e produzir etanol Abril 9, 2009
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A pequena planta aquática Spirodela polyrrhiza,“duckweed”, no Brasil conhecida como “lentilha d’água”. Foto de Mike Yablonski
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Pesquisadores da North Carolina State University descobriram que uma pequena planta aquática é capaz de limpar a água de resíduos animais e industriais, sendo uma possível alternativa também para a produção de biocombustível.
A pequena planta aquática Spirodela polyrrhiza,“duckweed”, no Brasil conhecida como “lentilha d’água”, de acordo com os pesquisadores, para fins de produção de etanol, possui uma produtividade 6 vezes maior do que o milho.
O etanol de milho enfrenta a sua primeira grande crise Fevereiro 18, 2009
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[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Entre meados de 2007 e 2008 o petróleo manteve um preço médio de US$ 80 o barril, chegando a superar a marca de US$ 140 o barril. Diante destes valores e com pesados subsídios a produção de etanol de milho cresceu mais de 14% em relação a 2007, alcançando 28 bilhões de litros.
Mas o preço do petróleo era meramente especulativo e, com a crise das bolsas, já em outubro de 2008 caiu para US$ 84 o barril, mantendo a queda até atingir US$ 44 o barril, em 16/2/2009.
Com a queda do preço do petróleo, a demanda pelo etanol de milho caiu pela metade e o preço desabou, com dezenas de usinas ‘suspendendo’ a produção, iniciando a primeira grande crise do etanol de milho.
Pesquisa afirma que o etanol celulósico pode ser a melhor opção para a saúde humana e o aquecimento global Fevereiro 17, 2009
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O pesquisador Stephen P. Long (foto) em meio a uma cultura de Miscanthus, uma gramínea perene, de clima temperado, com rápido crescimento e potencial para produzir sacarose, em moldes muito similares aos da cana.
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os impactos ambientais da utilização de energia podem impor grandes custos para a sociedade. Isto já não está mais em discussão, diante de incontáveis demonstrações e avaliações dos custos sociais.
Uma nova pesquisa [Climate change and health costs of air emissions from biofuels and gasoline] calculou em termos monetários o ciclo de vida das mudanças climáticas, os efeitos na saúde dos gases com efeito de estufa e as partículas finas (PM 2,5) as emissões de gasolina, milho etanol, e etanol celulósico.
Os biocombustíveis podem causar um ‘surto’ de destruição das florestas tropicais úmidas Fevereiro 16, 2009
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Área florestal na Indonésia em processo de conversão para produção de dendê. Foto de arquivo.
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os agricultores, em diversas áreas dos trópicos, estão substituindo áreas de florestas por áreas agrícolas para produção de agrocombustíveis, conforme estudo realizado por Holly Gibbs, do Woods Institute for the Environment, da Universidade de Stanford.
“Se nós abastecemos nossos carros com biocombustíveis produzidos nos trópicos, teremos boas chances de estarmos ‘queimando’ florestas”, adverte a pesquisadora.