Herbicida atrazina é associado à inflamação da próstata e atrasos da puberdade

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo [Effects of prenatal exposure to a low dose atrazine metabolite mixture on pubertal timing and prostate development of male Long-Evans rats] mostra que a exposição pré-natal de ratos machos a baixas doses de atrazina, um herbicida amplamente utilizado, torna-os mais propensos a desenvolver inflamação da próstata e ao passar pela puberdade mais tarde do que os animais não-expostos.

A pesquisa acrescenta mais um efeito negativo à crescente da literatura científica sobre a atrazina, um herbicida usado principalmente para controlar ervas daninhas e gramíneas em culturas como milho e cana-de-açúcar. A atrazina e seus derivados são conhecidos por serem relativamente persistentes no ambiente, podendo contaminar recursos hídricos, atingindo, inclusive, os sistemas de abastecimento de água.

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Exposição pré-natal a pesticidas organofosforados é associada ao deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

veneno

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] As crianças que foram expostas a pesticidas organofosforados, enquanto ainda no ventre de suas mães, são mais propensas a desenvolver distúrbios de atenção anos mais tarde. É o que conclui um novo estudo [Organophosphate Pesticide Exposure and Attention in Young Mexican-American Children] realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley.

As novas descobertas, que serão publicadas na revista Environmental Health Perspectives (EHP), é dos primeiros a analisar a influência da exposição pré-natal aos organofosforados e seus efeitos posteriores no desenvolvimento de problemas de atenção. Os pesquisadores descobriram que os níveis pré-natais de metabólitos organofosforados foram significativamente ligados a problemas de atenção na idade de 5anos, com efeitos aparentemente mais fortes entre os meninos.

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Envenenamos o planeta que, agora, nos envenena, por Henrique Cortez

[EcoDebate] Estamos, permanentemente, expostos a um ‘oceano’ de contaminantes químicos, sobre os quais pouco ou nada sabemos. Incontáveis produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, das embalagens de alimentos aos produtos de limpeza. Sem falar dos conservantes presentes nos próprios alimentos.

E, exatamente porque os produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, também acabam presentes na água e nos alimentos que consumimos. Contaminamos o planeta com incontáveis produtos químicos, o que, por sua vez, também nos contamina.

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bisfenol-A(BPA): Ao contrário do que diz a Abiquim já existem estudos científicos dos riscos à saúde

[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] Recentemente o MPF/SP instaurou inquérito para apurar riscos da substância bisfenol-A (BPA) à saúde, tendo em vista as crescentes preocupações mundiais com os reconhecidos riscos desta substância.

Como não poderia deixar de ser, a Abiquim imediatamente negou que os riscos existam.

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Disruptores endócrinos remanescentes após tratamento de águas residuais podem feminizar peixes

[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] Estudo, apresentado durante a 92a reunião anual da Endocrine Society, neste domingo em San Diego, Califórnia, EUA, avaliou a performance da estação de tratamento em Boulder, Colorado, antes e depois de uma atualização de tecnologia para reduzir contaminantes químicos na água tratada.

Os disruptores endócrinos, mesmo em níveis considerados baixos, podem feminizar os peixes e, eventualmente, podem perturbar o sistema endócrino (hormonal) de animais e seres humanos. É o que afirma o pesquisador David Norris, PhD, professor de fisiologia integrativa da Universidade do Colorado em Boulder.

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Exposição a produtos químicos comuns pode afetar o desenvolvimento feminino

O sistema endócrino.
Fonte “Interferentes endócrinos no ambiente“, de Gislaine Ghiselli e Wilson F. Jardim

[Por Henrique Cortez, do Ecodebate] Os pesquisadores do Mount Sinai School of Medicine descobriram que a exposição a três classes de produtos químicos comuns (fenóis, ftalatos e fitoestrogênios) em jovens pode comprometer o sincronismo do desenvolvimento puberal, e colocar as meninas em situação de risco para complicações de saúde quando adultas.

O estudo [Investigation of Relationships between Urinary Biomarkers of Phytoestrogens, Phthalates, and Phenols and Pubertal Stages in Girls] , o primeiro para examinar os efeitos dessas substâncias sobre o desenvolvimento puberal, foi publicada na edição online da revista Environmental Health Perspectives.

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Poluição do ar aumenta o risco de doenças cardiovasculares

Poluição do ar aumenta o risco de doenças cardiovasculares

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A exposição à poluição do ar acelera o espessamento das paredes das artérias, que leva a doenças cardiovasculares, dizem os pesquisadores.

O estudo [Ambient Air Pollution and the Progression of Atherosclerosis in Adults] de pesquisadores da Keck School of Medicine da University of Southern Califórnia (USC), em colaboração com parceiros internacionais da Espanha e Suíça, e colegas, na Califórnia, foi publicado na revista PloS ONE.

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A exposição de ratas grávidas ao Bisfenol-A(BPA) indica que a contaminação pode afetar a saúde da prole do sexo feminino

Efeitos do BPA no organismo. Imagem: Environmental Working Group
Efeitos do BPA no organismo. Imagem: Environmental Working Group

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Pesquisadores da Universidade de Yale mostram como o bisfenol-A(BPA) induz alterações epigenéticas em ratas grávidas, que causam desequilíbrio hormonal na fase aduulta da progênie fêmea. Ao longo dos últimos anos crescem as evidências dos riscos à saúde decorrentes da exposição ao bisfenol-A(BPA), já associado a desordens reprodutivas, desordens hormonais, obesidade, problemas no desenvolvimento cerebral, câncer de mama e próstata.

Uma nova pesquisa [Bisphenol-A exposure in utero leads to epigenetic alterations in the developmental programming of uterine estrogen response], publicada na edição online da revista FASEB (http://www.fasebj.org), agrega mais dados de que os níveis considerados seguros, de exposição ao Bisfenol-A(BPA), não são efetivamente seguros. A pesquisa sugere que a exposição ao bisfenol A (BPA) durante a gestação leva a alterações epigenéticas que podem causar problemas de reprodução permanente na prole do sexo feminino.

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Pesquisa sugere que exposição de gestantes ao bisfenol-A(BPA) aumenta o risco de asma nas crianças, por Henrique Cortez

Efeitos do BPA no organismo. Imagem: Environmental Working Group
Efeitos do BPA no organismo. Imagem: Environmental Working Group

[Ecodebate] A longo dos últimos anos crescem as evidências dos riscos à saúde decorrentes da exposição ao bisfenol-A(BPA), já associado a desordens reprodutivas, desordens hormonais, obesidade, problemas no desenvolvimento cerebral, câncer de mama e próstata. O assunto tomou tal proporção que, em uma mudança de posição, a Food and Drug Administration (FDA), agência que controla alimentos e remédios nos Estados Unidos, está manifestando preocupações sobre possíveis riscos à saúde provocados pelo BPA, um componente de garrafas e embalagens de alimentos de plástico amplamente usado no mercado. Na análise anterior, feita em 2008, a agência havia considerado o uso da substância seguro.

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Pesquisa sugere que a maioria dos pais não percebem se seus filhos estão com sobrepeso ou obesos, por Henrique Cortez

fast food e obesidade
Foto: Marcello Casal JR/ ABr

[EcoDebate] Um novo estudo [How do parents of 4 to 5-year-old children perceive the weight of their children?], realizado nos EUA com mais de 800 pais e 439 crianças, publicado na edição de fevereiro da revista Acta Paediatrica, alerta para a dificuldade dos pais em avaliar, de forma correta e isenta, o sobrepeso ou obesidade em crianças com 4 ou 5 anos de idade.

De acordo com a pesquisa, 75% das mães e 77% dos pais pensavam que o peso das crianças era normal, embora não estivesse.

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