Bélgica: área de restrição, após vazamento de iodo radioativo, é reduzida em Fleurus

As autoridade belgas iniciam a redução aos limites à utilização das águas pluviais em Fleurus, depois das iniciativas de controle e redução de dano, decorrentes de um vazamento de iodo radioativo no dia 25/08 (Bélgica: vazamento de iodo radioativo é classificado como de nível 3 na escala INES). Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

O vazamento de iodo-131 ocorreu durante a transferência de resíduos radioativos líquidos nos porões do Instituto de Radioelementos, perto de Fleurus. O iodo-131 é um dos produtos médicos produzidos a partir de urânio altamente enriquecido, utilizado nos reatores nucleares, sendo utilizado para fins de diagnóstico e terapia em todo o mundo.

Segundo o Instituto de Proteção Radiológica e Segurança Nuclear da França (Institut de radiações et de Sûreté Nucléaire, IRSN), os isótopos são armazenados em reservatórios 50 litros nos porões da fábrica e, quando estes estão cheios, os resíduos são transferidos para containers de 3 mil litros, para aguardar tratamento e/ou diposição final. O IRSN informou que o vazamento ocorreu em uma transferência deste tipo.

Os gases liberados deveriam ter sido limitados pelos sistema de filtros, mas, a partir de medições na chaminé da fábrica, foi identificado que uma extraordinária radiação de 45 GBq foi liberada. A Agência Federal belga de Controle Nuclear (Federaal Agentschap voor Nucleaire Controle – FANC) determinou a paralisação da fábrica em 25 de Agosto.

A dose de radiação teórica, para alguém que vive no perímetro da fábrica, foi revisto para 0,16 mSv, contra uma estimativa anterior de 0,10 mSv. A dose limite regulamentar para a população é 1 mSv, mas residentes, em uma zona de cerca de cinco quilômetros ao noroeste da fábrica, foram avisados para não comem frutas ou legumes produzidos na área e para não utilizar águas pluviais. Esta zona de segurança foi reduzida para três quilômetros e será mantida até 7 de Setembro. O iodo-131 tem uma meia-vida de oito dias.

Comprimidos de iodo estável podem ser tomados para impedir a absorção de isótopos instáveis de iodo radioativo, mas isto não foi recomendado pela FANC. Fleurus está a apenas 30 quilômetros da fronteira com a França, onde as autoridades afirmaram que a a centrais nucleares de Cattenom e Chooz não identificaram qualquer atividade radioativa incomum, após o monitoramento ambiental de rotina.

Para acessarem as informações do IRSN, sobre o acidente em Fleurus, no formato PDF, cliquem aqui.

* Com informações do Institut de radiações et de Sûreté Nucléaire, IRSN

[EcoDebate, 02/09/2008]

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