Estudo estima que a presença de bisfenol-A, BPA, é 11 vezes maior em bebês do que os adultos, por Henrique Cortez

Uma nova pesquisa [Predicting plasma concentrations of Bisphenol A in young children (< two years) following typical feeding schedules using a physiologically-based toxicokinetic model] publicada na revista Environmental Health Perspectives, avaliou que a presença de bisfenol-A, BPA, é 11 vezes maior em bebês do que nos adultos.

Utilizando-se de um modelo matemático, baseado nas diferenças enzimáticas entre recém-nascidos e adultos, os cientistas estimam que o montante do bisfenol-A, BPA, que circula no sangue dos bebês é mais do que 11 vezes superior ao montante em adultos sangue. A grande disparidade é, provavelmente, devida às naturais diferenças no metabolismo e tamanho corporal entre bebês e adultos. Este estudo aponta para a necessidade da revisão das normas de exposição química, para melhor integrar as diferenças de vulnerabilidades entre crianças e adultos.

Os autores reuniram dados publicados sobre pesquisas em animais e limitados estudos em humanos, para estimar quanto tempo o BPA pode permanecer no metabolismo de um bebê. Uma vez que pouco se sabe sobre o impacto do produto químico em crianças, os pesquisadores primeiro recolheram e analisaram os dados de adultos. A partir daí, os pesquisadores estimaram quanto tempo o BPA permaneceria no corpo de um adulto, antes de ser “quebrado” por enzimas hepáticas e eliminado na urina.

Com base em suposições e fatos sobre o desenvolvimento de um bebê, então estimaram como a taxa de eliminação BPA poderia diferir em crianças menores de 2 anos de idade. Eles estudaram várias enzimas fundamentais conhecidas por ajudar a desmantelar a molécula de BPA. Essas enzimas têm significativamente menos atividade em bebês, particularmente os muito jovens, com três meses de idade, em comparação aos adultos.

Usando este conhecimento, os cientistas elaboraram um modelo matemático em computador para determinar taxas de eliminação do BPA em bebês.

A principal enzima hepática, que é necessária para eliminar o BPA é inferior ao nascimento do que em uma pessoa adulta. Pensa-se que a atividade da enzima aumenta progressivamente com a idade até um ano, quando ela está totalmente madura.

A atividade da enzima hepática do bebê é de apenas 5% de um adulto. Assumindo que a exposição ao BPA é idêntica entre adultos e bebês, uma suposição feita pelos cientistas para efeitos do seu modelo matemático, então a quantidade de BPA em um bebê do sangue será, aproximadamente, 11 vezes superior ao de um adulto.

O artigo “Predicting plasma concentrations of Bisphenol A in young children (< two years) following typical feeding schedules using a physiologically-based toxicokinetic model”, Edginton, A and L Ritter, 2008, está disponível para acesso e download no formato PDF. Para acessar o artigo clique aqui.

Predicting Plasma Concentrations of Bisphenol A in Young Children (< Two Years) Following Typical Feeding Schedules using a Physiologically-based Toxicokinetic Model
Andrea N. Edginton and Len Ritter

Abstract
This EHP-in-Press article has been peer-reviewed, revised, and accepted for publication. The EHP-in-Press articles are completely citable using the assigned DOI code for the article. This document will be replaced with the copyedited and formatted version as soon as it is available. Through the DOI number used in the citation, you will be able to access this document at each stage of the publication process. Environ Health Perspect doi:10.1289/ehp.0800073 available via http://dx.doi.org/ [Online 14 November 2008]

Como informação complementar sugerimos que acessem a Ficha de Informação de Produto Químico BISFENOL A, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, clicando aqui.

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate, 14/01/2009]

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