Duas novas pesquisas avaliam os risco de contaminação por PFOA (C8), por Henrique Cortez

PFOA

[EcoDebate] O PFOA, ácido perflurooctanoic, também conhecido nos EUA como C8, é um produto largamente utilizado em antiaderentes e embalagens de alimentos, fatores que ampliam o risco potencial de exposição e contaminação.

A primeira pesquisa [Effects of perfluorooctanoic acid on mouse mammary gland development and differentiation resulting from cross-foster and restricted gestational exposures] avaliou as conseqüências possíveis à exposição durante a gravidez e/ou durante a amamentação.

A experiência feita em laboratório, com ratos, indicou que todos os filhotes expostos a 5 mg / kg PFOA (exposição uterina, na amamentação ou ambos) tiveram prejudicado o desenvolvimento da glândula mamária adulta.

No caso da exposição uterina, os filhotes demonstraram um atraso no desenvolvimento da glândula mamária logo no primeiro dia após o nascimento. O desenvolvimento mamário e as alterações persistiram na idade adulta, mesmo após os níveis de PFOA no sangue terem retornado aos níveis equivalentes aos do grupo de controle.

Os resultados deste estudo sugerem que a breve exposição ao PFOA no início da vida – especialmente durante os períodos críticos de desenvolvimento – pode levar a alterações permanentes na estrutura da glândula mamária. O mesmo é verdade também para outros agentes ambientais, tais como dioxinas (Fenton 2006).

Como PFOA causas destas alterações no desenvolvimento da mama não é conhecida, mas os autores são continuação deste trabalho e analisar o possível papel de uma molécula sinalizadora chamado PPAR alfa.

A medição das concentrações de PFOA na prole foram cerca de 4 vezes maior do que já foi relatado para os indivíduos em comunidades altamente expostas (2000 nanogramas / mililitro (ng / ml), em comparação com cerca de 500 ng / ml.

Portanto, ainda é cedo para avaliar se os atuais níveis de exposição humana ao PFOA , nas fases iniciais de desenvolvimento, pode afetar o desenvolvimento mamário em crianças ou se afetará a capacidade de uma mulher amamentar mais tarde na vida.

De qualquer forma, é um estudo inicial e, potencialmente o risco existe.

O segundo estudo [Maternal levels of perfluorinated chemicals and subfecundity] associa a contaminação por PFOA e a infertilidade feminina.

Neste caso, no entanto, os pesquisadores utilizaram como referência níveis normais de exposição e contaminação. Em sua conclusão, afirmam que os níveis atuais de exposição já são suficientes para reduzirem a fertilidade.

A pesquisa, aliás, concluiu que a redução de fertilidade ocorre mesmo em níveis considerados baixos, menores do que a média.

Para acessar, na íntegra e no formato PDF, o artigo “Maternal levels of perfluorinated chemicals and subfecundity”, publicado na revista Human Reproduction clique aqui.

O artigo “Effects of perfluorooctanoic acid on mouse mammary gland development and differentiation resulting from cross-foster and restricted gestational exposures” apenas está disponível para assinantes da revista Reproductive Toxicology. Abaixo transcrevemos informações do abstract:

Effects of perfluorooctanoic acid on mouse mammary gland development and differentiation resulting from cross-foster and restricted gestational exposures

White SS, K Kayoko, LT Jia, BJ Basden, AM Calafat, EP Hines, JP Stanko, CJ Wolf, BD Abbott, SF Fenton. 2008. . Reproductive Toxicology doi:10.1016/j.reprotox.2008.11.054.

Sally S. Whitea, b, Kayoko Katoc, Lily T. Jiac, Brian J. Basdenc, Antonia M. Calafatc, Erin P. Hinesa, Jason P. Stankoa, Cynthia J. Wolfa, Barbara D. Abbotta and Suzanne E. Fentona, Corresponding Author Contact Information, E-mail The Corresponding Author

aU.S. EPA, ORD, National Health and Environmental Effects Research Laboratory, Research Triangle Park, NC, USA

bCurriculum in Toxicology, University of North Carolina, Chapel Hill, NC, USA

cDivision of Laboratory Science, National Center for Environmental Health, Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta, GA, USA

Received 25 August 2008;
revised 6 October 2008;
accepted 7 November 2008.
Available online 27 November 2008.

Abstract

The adverse consequences of developmental exposures to perfluorooctanoic acid (PFOA) are established in mice, and include impaired development of the mammary gland (MG). However, the relationships between timing or route of exposure, and consequences in the MG have not been characterized. To address the effects of these variables on the onset and persistence of MG effects in female offspring, timed pregnant CD-1 dams received PFOA by oral gavage over various gestational durations. Cross-fostering studies identified the 5 mg/kg dose, under either lactational- or intrauterine-only exposures, to delay MG development as early as postnatal day (PND) 1, persisting beyond PND 63. Intrauterine exposure during the final days of pregnancy caused adverse MG developmental effects similar to that of extended gestational exposures. These studies confirm a window of MG sensitivity in late fetal and early neonatal life, and demonstrate developmental PFOA exposure results in early and persistent MG effects, suggesting permanent consequences.

Keywords: Perfluorooctanoic acid (PFOA); Mammary gland; Prenatal exposure; Neonatal exposure; Lactation; Dosimetry; Delayed development; Fetal origins of adult disease
Article Outline

1. Introduction
2. Materials and methods

2.1. PFOA
2.2. Animals
2.3. Late-life effects cross-foster study
2.4. Early-life effects cross-foster study
2.5. Restricted-exposure study
2.6. Postnatal observations and necropsy
2.7. Mammary gland preparations
2.8. Serum PFOA determination
2.9. Statistical analysis

3. Results

3.1. Late-life effects cross-foster study
3.2. Early-life effects cross-foster study
3.3. Restricted-exposure study
3.4. Serum PFOA dosimetry

4. Discussion
Conflicts of interest
Acknowledgements
References

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate, 03/02/2009]

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