Estudo no Havaí avalia o risco da introdução de espécies invasoras para produção biocombustíveis

Floresta em fase de conversão para plantio de palma (dendezeiro) na Indonésia
Floresta em fase de conversão para plantio de palma (dendezeiro) na Indonésia. O dendezeiro(Elaeis guineensis), também conhecido como palmeira-de-óleo-africana, aavora, palma-de-guiné, palma, dendém (em Angola), palmeira-dendém ou coqueiro-de-dendê, é uma palmeira originária da Costa Ocidental da África (Golfo da Guiné).(informação da Wikipédia)

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Com a crescente demanda pelos biocombustíveis também cresce a introdução de espécies exóticas, tal como o dendezeiro no Brasil, que, potencialmente, podem ser mais produtivas. Mas também podem ser invasoras agressivas.

É o que pesquisadores da Universidade do Havaí (University of Hawaii Pacific Cooperative Studies Unit) concluíram ao estudar as espécies que foram introduzidas no Havaí. As plantas introduzidas para produção de biocombustíveis demonstraram uma capacidade de adaptação e expansão de duas a quatro vezes maior do que outras espécies aleatoriamente introduzidas. O estudo [Assessing Biofuel Crop Invasiveness: A Case Study] foi publicado no portal open-access PLOS ONE.

Os EUA, como outros países, estão investindo na produção biocombustíveis visando reduzir a sua dependência dos combustíveis fosseis, inclusive com o argumento de que os biocombustíveis são uma solução ‘verde’ para a demanda por combustíveis. No entanto, esta introdução, agora sob forma de monocultura intensiva, está ocorrendo sem uma correta avaliação dos riscos.

As espécies estão sendo avaliadas apenas sob a ótica de seu potencial de produção de biocombustíveis, mas sem considerar a suas características biológicas, seu ambiente original, suas pragas, doenças, etc. E isto pode ser um grave risco à biodiversidade.

Os pesquisadores concluem que a seleção de quais plantas serão introduzidas para a produção de biocombustíveis deve ser de forma técnica e responsável, reduzindo os riscos, inclusive de se tornar uma praga invasora.

O artigo “Assessing Biofuel Crop Invasiveness: A Case Study” está disponível para livre e integral acesso no formato HTML. Para acessar o artigo clique aqui.

Assessing Biofuel Crop Invasiveness: A Case Study http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0005261
Christopher Evan Buddenhagen*, Charles Chimera, Patti Clifford
Pacific Cooperative Studies Unit, University of Hawaii at Manoa, Honolulu, Hawaii, United States of America

Abstract

Background
There is widespread interest in biofuel crops as a solution to the world’s energy needs, particularly in light of concerns over greenhouse-gas emissions. Despite reservations about their adverse environmental impacts, no attempt has been made to quantify actual, relative or potential invasiveness of terrestrial biofuel crops at an appropriate regional or international scale, and their planting continues to be largely unregulated.

Methodology/Principal Findings
Using a widely accepted weed risk assessment system, we analyzed a comprehensive list of regionally suitable biofuel crops to show that seventy percent have a high risk of becoming invasive versus one-quarter of non-biofuel plant species and are two to four times more likely to establish wild populations locally or be invasive in Hawaii or in other locations with a similar climate.

Conclusions/Significance
Because of climatic and ecological similarities, predictions of biofuel crop invasiveness in Hawaii are applicable to other vulnerable island and subtropical ecosystems worldwide. We demonstrate the utility of an accessible and scientifically proven risk assessment protocol that allows users to predict if introduced species will become invasive in their region of interest. Other evidence supports the contention that propagule pressure created by extensive plantings will exacerbate invasions, a scenario expected with large-scale biofuel crop cultivation. Proactive measures, such as risk assessments, should be employed to predict invasion risks, which could then be mitigated via implementation of appropriate planting policies and adoption of the “polluter-pays” principle.

Citation: Buddenhagen CE, Chimera C, Clifford P (2009) Assessing Biofuel Crop Invasiveness: A Case Study. PLoS ONE 4(4): e5261. doi:10.1371/journal.pone.0005261

Editor: Dennis Marinus Hansen, Stanford University, United States of America

Received: February 20, 2009; Accepted: March 19, 2009; Published: April 22, 2009

Copyright: © 2009 Buddenhagen et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.

Funding: The Hawaii Invasive Species Council provided funds through the Hawaii Department of Land and Natural Resources to carry out weed risk assessments for introduced species. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.

Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.

* E-mail: cbuddenhagen{at}gmail.com

* *

[EcoDebate, 24/04/2009]

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