Pesquisa indica que as mudanças climáticas influenciarão os padrões de precipitações extremas

Super célula em tempestade no Arizona, EUA
“Super célula” em tempestade no Arizona, EUA

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A pesquisa [The physical basis for increases in precipitation extremes in simulations of 21st-century climate change], do MIT e Caltech, indica que as mudanças climáticas influenciarão os padrões de precipitação, mas o aumento de precipitações extremas não ocorrerá uniformemente em todo o mundo. Embora o padrão seja claro e consistente em indicar um aumento de chuvas extremas fora dos trópicos, os modelos climáticos apresentam resultados conflitantes dentro dos trópicos.

Em geral, estudos anteriores mostraram que a precipitação média anual irá aumentar de intensidade nos trópicos e em zonas temperadas, mas diminuirão nas regiões subtropicais. No entanto, é importante saber como a magnitude dos eventos de precipitação extrema será afetada, uma vez que estas “chuvas pesadas” podem levar a um aumento das inundações e da erosão do solo.

A pesquisa foi publicada na edição online da Proceedings of the National Academy of Sciences, de 17/08. O relatório foi escrito por Paul O’Gorman, professor assistente do Departamento de Terra, Ciências Atmosféricas e Planetárias do MIT, e Tapio Schneider, professor de ciência ambiental e de engenharia da Caltech.

As simulações usadas no estudo sugerem que a precipitação, em termos de eventos extremos, vai aumentar em cerca de 5 a 6% para cada um grau Celsius de aumento na temperatura, o que pode ser muito significativo, considerando que já é esperado um aumento de 2°C, com grande possibilidade de superar esta marca.

No entanto, ao contrário do que seria de esperar, as precipitações extremas não aumentam na mesma taxa que a capacidade da umidade da atmosfera.

O artigo “The physical basis for increases in precipitation extremes in simulations of 21st-century climate change”, PNAS published online before print August 19, 2009, doi:10.1073/pnas.0907610106, está disponível para acesso integral. Para acessar o artigo clique aqui.

O artigo também está disponível na biblioteca online da Caltech e pode ser acessado clicando aqui.

EcoDebate, 21/08/2009, com informações de David L. Chandler, MIT News Office

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2 Responses to Pesquisa indica que as mudanças climáticas influenciarão os padrões de precipitações extremas

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  2. O relato (infelizmente) é real.

    MUDANÇAS CLIMÁTICAS, CONSCIENTIZAÇÃO DA SOCIEDADE E A FAMÍLIA

    Segue relato de conversa ouvida em uma fila de banco.
    – “Meu amigo, tudo bem”?
    – “Desagradável apenas este calor”.
    – “Mas você sabe; isso é culpa de uma tal de Mudança Climática”.
    – “Eu sei; é a redução do número de estações do ano de quatro (primavera, verão, outono e inverno) para apenas duas (chuva e verão)”.
    – “E é verdade mesmo, pois na estação do verão, dado o calor excessivo, há muita evaporação de água que acaba caindo (acima do esperado) na estação das chuvas”.
    – “Sabe que você conseguiu explicar este processo com muita clareza, pois vinha ouvindo muita coisa sobre este tal de Aquecimento Global e não estava entendendo nada”.
    – “Amigo; não use o termo Aquecimento Global, pois ele não está correto. Realmente na estação do verão o tempo esquenta muito, mas na estação das chuvas as coisas esfriam, logo não há um efeito global, mas sim distribuído entre as duas estações”.
    – “Já ouvi comentários que esta tal de Mudança Climática irá afetar muito a agricultura e vai obrigar muita gente se deslocar de uma região para outra?”.
    – “Bobagem; a tecnologia está aí para resolver este problema. Basta coleta a água na estação das chuvas e usá-la como irrigação na estação do verão. Já tem até projeto de transbordo de um rio para o outro para resolver o problema da seca no Nordeste”.
    – “Então esta estória de economizar o uso da água é bobagem, pois a captação da água na estação das chuvas irá resolver o problema da falta de água na estação verão”.
    – “Mas falam que o homem é culpado de tudo isso?”.
    -“ É verdade; sem estar por dentro das coisas como realmente são, acaba ficando assustado, sem necessidade, lendo e ouvindo coisas que um dia se mostram como tremendos problemas e no dia seguinte vem alguém é diz que o falado não é verdade”.
    – “E este inverno absurdo da Europa e América do Norte?”
    – “Na estação das chuvas em um lugar muito frio, ao invés da água evaporar ela vira gelo, o que explica este monte de gelo nessas regiões. Mas, não se preocupe, pois a natureza é sábia. Quando precisa de água ela descongela o gelo ou derrete um pouco da neve no pólo da Terra”.
    – “Mas há quem diga que a população está crescendo; isso não afeta esta tal de Mudança Climática?”
    – “Claro que não. A população vem crescendo desde o início do mundo e esta tal de Mudança Climática só apareceu agora”.
    – “Li que estão discutindo uma tal de redução de emissão de COdois; isso tem alguma relação com o problema?”
    – “Tem, mas não tem solução. Li em um livro de Química que toda vez que se queima um combustível há obrigatoriamente a emissão de COdois. Como não há como reduzir o consumo de combustível no mundo, pelo contrário, o consumo tende a crescer, não há como pensar em reduzir a emissão deste tal de COdois”.
    -“Amigo; foi bom ter falado com você. Aprendi em poucos minutos um assunto que vinha me preocupando há muito tempo. Por que será que a mídia não explica essas coisas de forma tão fácil; todos entenderiam e deixariam de se preocupar desnecessariamente com a Mudança Climática”.
    A conversa se encerrou neste ponto; cada amigo foi para um lado.
    Como produto dessa conversa fica apenas um aumento significativo da preocupação em relação à necessidade de esclarecer a sociedade o que realmente é o processo das Mudanças Climáticas. E o mais importante, esta discussão exige o amplo envolvimento de uma sociedade presente e esclarecida.
    Em tempo: a família (por enquanto) vai bem, obrigado.

    Roosevelt S. Fernandes
    Coordenador do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br

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