EUA: Zonas mortas oceânicas dobram a cada década, por Henrique Cortez

Expansão das zonas mortas no estado do Oregon, EUA
Expansão das zonas mortas no estado do Oregon, EUA

Milhares de caranguejos mortos em razão da hipoxia, nas zonas mortas do estado do Oregon, EUA
Milhares de caranguejos mortos em razão da hipoxia, nas zonas mortas do estado do Oregon, EUA

[EcoDebate] Oceanos da Terra tem atualmente mais de 400 zonas mortas, áreas com pouco ou nenhum oxigênio, ocupando centenas ou milhares de quilômetros quadrados e praticamente desprovida de vida durante os meses de verão. E o pior, estas áreas estão dobrando de número e área a cada década. Esta é a conclusão de um estudo da National Science Foundation.

O estudo refere-se às zonas mortas oceânicas ao largo dos EUA e, como ocorre em outras regiões do planeta, a maioria das zonas mortas são criadas pela poluição despejada nos oceanos pelos rios.

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Exposição pré-natal ao bisfenol-A(BPA) é relacionada a efeitos comportamentais adversos nas crianças, por Henrique Cortez

Infográfico produzido pelo Sentinel, sintetizando os dados da pesquisa. Para acessar o infográfico na sua dimensão original clique aqui
Infográfico produzido pelo Sentinel, sintetizando os dados da pesquisa. Para acessar o infográfico na sua dimensão original clique aqui.

[EcoDebate] De acordo com reportagem [BPA in the womb shows link to kids’ behavior] de Janet Raloff, na edição online do Science News, de 06/10/2009, as meninas que tiveram exposição pré-natal ao bisfenol-A (BPA), no início da gravidez, mostraram-se mais agressivas que os meninos, além de índices maiores de ansiedade. De acordo com o Science News, esta é a primeira pesquisa a associar a exposição a um contaminante ambiental aos problemas de comportamento diferenciado por gênero.

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Perda dos predadores primários contribui para o colapso de ecossistemas, por Henrique Cortez

A perda de predadores primários está causando uma explosão dos predadores secundários (mesopredadores) ao redor do mundo. Nesta imagem, o extermínio de lobos pode permitir que as populações de coiotes aumentem que, por sua vez, pode suprimir populações de gatos selvagens, levando ao aumento de roedores, etc.  Estes efeitos em cascata são mal compreendidos, mas estão causando perturbações em ecossistemas ao redor do mundo, dizem cientistas. (Ilustração de Piper Smith)
A perda de predadores primários está causando uma explosão dos predadores secundários (mesopredadores) ao redor do mundo. Nesta imagem, o extermínio de lobos pode permitir que as populações de coiotes aumentem que, por sua vez, pode suprimir populações de gatos selvagens, levando ao aumento de roedores, etc. Estes efeitos em cascata são mal compreendidos, mas estão causando perturbações em ecossistemas ao redor do mundo, dizem cientistas. (Ilustração de Piper Smith)

[EcoDebate] O declínio catastrófico, em todo o mundo, de predadores primários, como lobos, pumas, leões ou tubarões, está desencadeando um enorme aumento nas populações dos predadores secundários, os “mesopredadores”, causando grandes perturbações econômicas e ecológicas.

É o que conclui um novo estudo [The Rise of the Mesopredator], publicado na revista Bioscience, Oct 2009 : Volume 59 Issue 9. O estudo constatou que, na América do Norte, todos os maiores predadores terrestres tiveram suas populações drasticamente reduzidas ao longo dos últimos 200 anos, enquanto os mesopredadores expandiram suas populações em 60%. O problema é global, crescente e grave, dizem os cientistas.

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Agroquímicos: Os venenos continuam à nossa mesa, por Henrique Cortez

veneno

[EcoDebate] Já discuti este tema antes, mas, diante do continuado crime de nosso envenenamento alimentar, acho necessário retomar a discussão e atualizar as informações e referências.

A agricultura “tradicional” se orgulha de produzir alimentos mais do que suficiente para alimentar o planeta e a indústria química se orgulha de ter desenvolvido os insumos utilizados para isto.

Devemos nos perguntar qual é o real custo social, ambiental e de saúde desta grande produção ‘aditivada’ com agroquímicos. Quem arca com as consequências e quem realmente paga por isto?

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A proteção das florestas naturais pode ser crucial para minimizar as mudanças climáticas, por Henrique Cortez

floresta preservada na Amazônia

[EcoDebate] Pesquisa [The role of natural forests in carbon storage] coordenada pelo professor Brendan Mackey, da Australian National University, conclui que o desmatamento das florestas naturais na Austrália, criaria um perigo ainda maior para o clima global do que se pensava, porque elas detêm três vezes mais carbono do que havia sido calculado.

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Estudo demonstra que poluição atmosférica causa sério impacto nos ecossistemas dos EUA, por Henrique Cortez

[EcoDebate] Pesquisa da Ong The Nature Conservancy, concluiu que a poluição atmosférica é degradante em cada grande tipo de ecossistema, no nordeste do Atlântico ao meio-oeste dos Estados Unidos.


Chuva ácida nos EUA 2004/2006

O relatório, “Threats From Above: Air Pollution Impacts on Ecosystems and Biological Diversity in the Eastern United States” (As ameaças a partir de cima: Impactos da Poluição Atmosférica sobre ecossistemas e diversidade biológica, no leste dos Estados Unidos) , é o primeiro a analisar os efeitos de grande escala dos poluentes do ar, em toda uma vasta gama de tipos de habitat. A maioria dos estudos recente incide sobre um poluente individual. Mais de 32 peritos contribuíram para o esforço; o prognóstico não é bom.

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Dieta saudável pode ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA, por Henrique Cortez

alimentos naturais

[EcoDebate] Estudo constata que uma dieta saudável e um regresso à agricultura tradicional podem ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA.

Estima-se que 19 por cento do total da energia utilizada nos EUA é consumida na produção e distribuição de alimentos. A energia norte-americana é, majoritariamente, de origem fóssil, cada vez mais cara e escassa, além de ser a principal fonte de emissão de carbono nos Estados Unidos.

No estudo “Reducing energy inputs in the US food system“, publicado na revista Human Ecology, David Pimentel e seus colegas da Universidade de Cornell, em Nova York, apresentam uma série de estratégias que poderiam cortar o consumo de energia fóssil utilização na produção e distribuição de alimentos em 50 por cento .

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