Exposição pré-natal ao bisfenol-A(BPA) é relacionada a efeitos comportamentais adversos nas crianças, por Henrique Cortez

Infográfico produzido pelo Sentinel, sintetizando os dados da pesquisa. Para acessar o infográfico na sua dimensão original clique aqui
Infográfico produzido pelo Sentinel, sintetizando os dados da pesquisa. Para acessar o infográfico na sua dimensão original clique aqui.

[EcoDebate] De acordo com reportagem [BPA in the womb shows link to kids’ behavior] de Janet Raloff, na edição online do Science News, de 06/10/2009, as meninas que tiveram exposição pré-natal ao bisfenol-A (BPA), no início da gravidez, mostraram-se mais agressivas que os meninos, além de índices maiores de ansiedade. De acordo com o Science News, esta é a primeira pesquisa a associar a exposição a um contaminante ambiental aos problemas de comportamento diferenciado por gênero.

As meninas, disseram os pesquisadores, foram mais masculinizadas, enquanto os meninos tinham um efeito semelhante com clara feminização. Os pesquisadores avaliam que isto, possivelmente, ocorreu em razão dos efeitos do BPA. O Bisfenol A é, reconhecidamente, um disruptor do sistema hormonal e , em cobaias animais, já foi relacionado com o aumento do risco de desenvolvimento de câncer. Dados do Center for Disease Control and Prevention (CDC) afirma que mais de 90% dos norte-americanos, com mais de 6 anos de idade, possuem algum grau de presença do BPA no organismo.

O BPA tem sido relacionado a uma grande variedade de efeitos adversos, incluindo aumento do risco de danos neurológicos, danos ao sistema reprodutivo, aumento do risco de doenças cardíacas e de doenças do sistema imunológico, bem como e distúrbios, problemas nas função hepática.

O BPA foi inventado em 1891, mas ficou praticamente ignorado até a década de 1940/50 quando, com o rápido crescimento da indústria de plásticos, começou a ser usado no endurecimento de plástico policarbonato. Várias empresas, incluindo a Dow Chemical e a BASF, fabricam o BPA, que outras empresas utilizam para fazer auto-peças e outros bens de consumo, além de garrafas de plástico e embalagens para alimentos.

Para maiores e mais detalhadas informações sobre o bisfenol-A (BPA) sugerimos que acessem a tag clicando aqui.

O estudo “Prenatal Bisphenol A Exposure and Early Childhood Behavior“, publicado pela , está disponível para acesso integral no formato PDF. Para acessar o estudo clique aqui.

Por Henrique Cortez, do EcoDebate, 09/10/2009

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