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Herbicida atrazina é associado à inflamação da próstata e atrasos da puberdade

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo [Effects of prenatal exposure to a low dose atrazine metabolite mixture on pubertal timing and prostate development of male Long-Evans rats] mostra que a exposição pré-natal de ratos machos a baixas doses de atrazina, um herbicida amplamente utilizado, torna-os mais propensos a desenvolver inflamação da próstata e ao passar pela puberdade mais tarde do que os animais não-expostos.

A pesquisa acrescenta mais um efeito negativo à crescente da literatura científica sobre a atrazina, um herbicida usado principalmente para controlar ervas daninhas e gramíneas em culturas como milho e cana-de-açúcar. A atrazina e seus derivados são conhecidos por serem relativamente persistentes no ambiente, podendo contaminar recursos hídricos, atingindo, inclusive, os sistemas de abastecimento de água.

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Uso excessivo de pesticidas orgânicos pode causar mais danos ambientais que os produtos sintéticos

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo canadense [Choosing Organic Pesticides over Synthetic Pesticides May Not Effectively Mitigate Environmental Risk in Soybeans] sugere que o manejo inadequado de pesticidas orgânicos ou naturais poderiam causar mais danos ambientais do que os produtos químicos convencionais. O estudo foi publicado na PloS ONE.

Pesquisadores da School of Environmental Sciences, University of Guelph, Guelph, Ontario , dizem que compostos naturais são frequentemente utilizados em doses maiores do que os pesticidas químicos tradicionais, resultando em problemas potencialmente maiores para o lençol freático e em outros componentes do ecossistema.

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Exposição pré-natal a pesticidas organofosforados é associada ao deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

veneno

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] As crianças que foram expostas a pesticidas organofosforados, enquanto ainda no ventre de suas mães, são mais propensas a desenvolver distúrbios de atenção anos mais tarde. É o que conclui um novo estudo [Organophosphate Pesticide Exposure and Attention in Young Mexican-American Children] realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley.

As novas descobertas, que serão publicadas na revista Environmental Health Perspectives (EHP), é dos primeiros a analisar a influência da exposição pré-natal aos organofosforados e seus efeitos posteriores no desenvolvimento de problemas de atenção. Os pesquisadores descobriram que os níveis pré-natais de metabólitos organofosforados foram significativamente ligados a problemas de atenção na idade de 5anos, com efeitos aparentemente mais fortes entre os meninos.

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Pesquisadores associam lúpus e artrite reumatoide à exposição a inseticidas, por Henrique Cortez

veneno

[EcoDebate] Um estudo [Farm History, Insecticide Use and Risk of Autoimmune Rheumatic Disease in the Women’s Health Initiative Observational Study] recente mostra que as mulheres que usam inseticidas possuem elevado risco de desenvolvimento de doenças auto-imunes, como artrite reumatoide e lúpus. Os resultados do estudo, ainda não publicado, foram apresentados, em 17 de outubro de 2009, durante a reunião anual do Colégio Americano de Reumatologia, realizada em Filadélfia, PA, EUA.

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Agroquímicos: Os venenos continuam à nossa mesa, por Henrique Cortez

veneno

[EcoDebate] Já discuti este tema antes, mas, diante do continuado crime de nosso envenenamento alimentar, acho necessário retomar a discussão e atualizar as informações e referências.

A agricultura “tradicional” se orgulha de produzir alimentos mais do que suficiente para alimentar o planeta e a indústria química se orgulha de ter desenvolvido os insumos utilizados para isto.

Devemos nos perguntar qual é o real custo social, ambiental e de saúde desta grande produção ‘aditivada’ com agroquímicos. Quem arca com as consequências e quem realmente paga por isto?

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Pesquisa sugere a associação do inseticida hexaclorociclohexano à doença de Parkinson

Imagem: UC Regents / UCLA
Imagem: UC Regents / UCLA

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo [Elevated Serum Pesticide Levels and Risk of Parkinson Disease], realizado por pesquisadores do University of Texas Southwestern Medical Center, sugere que um grupo de pessoas com doença de Parkinson possue mais elevados níveis sanguíneos do inseticida ß-hexaclorociclohexano (ß-HCH) do que pessoas saudáveis.

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Indivíduos que aplicam pesticidas tem o dobro do risco de desordem sanguínea

Blood Journal

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um estudo [Pesticide exposure and risk of monoclonal gammopathy of undetermined significance (MGUS) in the Agricultural Health Study] envolvendo 678 indivíduos que aplicam agrotóxicos (pesticidas), selecionados dentro do estudo federal dos EUA “Agricultural Health Study”, realizado com mais de 50.000 agricultores, recentemente descobriu que a exposição a determinados pesticidas dobra o risco de desenvolver uma condição sanguínea anormal chamada de “gamopatia monoclonal de significância indeterminada” (GMSI) (MGUS, monoclonal gammopathy of undetermined significance, no original do estudo), quando em comparação com os indivíduos da população em geral.

O distúrbio, caracterizado por um nível anormal de uma proteína plasmática, exige acompanhamento e é uma condição que pode levar ao mieloma múltiplo, um doloroso câncer de células plasmáticas na medula óssea. O estudo foi publicado na Blood, a revista oficial da Sociedade Americana de Hematologia.

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Pesquisa associa herbicidas ao câncer de pâncreas

veneno

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Uma nova pesquisa [Agricultural pesticide use and pancreatic cancer risk in the Agricultural Health Study Cohort] associa dois herbicidas ao aumento do risco de câncer de pâncreas nos aplicadores e cônjuges. Os autores, alguns dos quais pesquisadores do National Cancer Institute, destacam que este é o primeiro estudo a associar um tipo específico de câncer aos herbicidas Pendimethalin e EPTC, embora ainda não tenham identificado o ‘gatilho’ que inicia o processo de desenvolvimento do câncer de pâncreas.

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Novo estudo reafirma a associação entre agrotóxicos e o desenvolvimento da Doença de Parkinson

agrotóxicos e a Doença de Parkinson
Imagem: UC Regents / UCLA

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Ainda não são conhecidas as causas da Doença de Parkinson (DP), a segunda mais frequente doença neurodegenerativa, apenas atrás da Doença de Alzheimer. No entanto, as pesquisas mais recentes já identificam fatores de risco, principalmente a associação de fatores ambientais e suscetibilidade genética. Estudos recentes já associam a exposição a agrotóxicos e o aumento do risco de desenvolvimento da DP.

Agora, um novo estudo epidemiológico [Professional exposure to pesticides and Parkinson’s disease] avaliou a exposição de agricultores franceses aos agrotóxicos, especialmente organoclorados, e o risco de desenvolvimento da Doença de Parkinson (DP). O estudo [Professional exposure to pesticides and Parkinson’s disease] foi publicado na revista Annals of Neurology, publicação oficial da American Neurological Association.

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Pesquisa relaciona aumento do risco de obesidade à contaminação pelo agrotóxico atrazina

Estrutura molecular do herbicida atrazina. Fonte: Instituto Superior Técnico
Estrutura molecular do herbicida atrazina. Fonte: Instituto Superior Técnico

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo [Chronic Exposure to the Herbicide, Atrazine, Causes Mitochondrial Dysfunction and Insulin Resistance], publicado na PLos One, mostra que ratos submetidos à exposição prolongada ao agrotóxico atrazina tiveram sobrepeso quando alimentados com dieta normal e obesidade quando alimentados com dietas de alto teor de gordura. Estas condições de saúde podem levar à diabetes e podem ser responsáveis por danos às estruturas críticas nas células responsáveis pela elaboração de energia.

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