EcoDebate: Índice da edição nº 2.708, 2017 [de 24/02/17]

 

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A demanda de energia e o crescimento das fontes renováveis até 2035, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

A ficção perigosa da economia do dinheiro, artigo de Clóvis Cavalcanti

Cisternas permitem maior oferta de água potável à região do semiárido

RJ: Moradores de Santa Cruz cobram reparações após venda da TKCSA

Belo Sun: Justiça suspende licenciamento do Projeto Minerário Volta Grande na área de Belo Monte

ONU lança iniciativa global para eliminar grandes fontes de lixo marinho até 2022

Nota da Comissão Pastoral da Terra (CPT): Causa indígena na Marquês de Sapucaí

 

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EcoDebate: Índice da edição nº 2.707, 2017 [de 23/02/17]

 

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Sustentabilidade planetária, artigo de Roberto Naime

Biologia sintética, bioengenharia, bioeconomia… artigo de Antonio Silvio Hendges

11º Mandamento, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

Pesquisadores buscam reduzir os danos provocados ao meio ambiente pelos fertilizantes convencionais

Estudo concluiu que os resultados dos cotistas e dos financiados pelo Fies equivalem aos dos colegas

Famílias removidas pelo Parque Olímpico lutam na justiça por compensação mais justa

Comer em excesso também é considerado uma forma de dependência

 

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EcoDebate: Índice da edição nº 2.706, 2017 [de 22/02/17]

 

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Brasil do consumo versus China do investimento, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Um Cavalo de Troia para Pontal do Paraná, por Dailey Fischer, Junior Ruiz Garcia e Clóvis Ricardo Schrappe Borges

Colapsos ambiental e financeiro ameaçam o mundo, artigo de Clóvis Cavalcanti

Biossistema: uma saída sustentável para tratar esgoto em favelas

BNDES aprova financiamento para 8 parques eólicos na Bahia, com capacidade geradora de 223,25 megawatts

Pesquisa da Embrapa Agroenergia encontra microalgas que crescem em resíduos e geram biocombustíveis

Número de pobres no Brasil terá aumento de no mínimo 2,5 milhões em 2017, aponta estimativa do Banco Mundial

 

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EcoDebate: Índice da edição nº 2.705, 2017 [de 21/02/17]

 

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Um novo arranjo de equilíbrio, artigo de Roberto Naime

Cultivo de hortaliças em várzeas amazônicas: uma técnica tradicional para evitar a água e a umidade, por Cristiaini Kano e Daniel Felipe de Oliveira Gentil

As commodities ambientais e a métrica do carbono, artigo de Amyra El Khalili

Estudo mostra que, em 2015, apenas 42% dos esgotos eram tratados

Combate ao desmatamento ilegal passa pela perda de capitais de fazendeiros

Justiça determina que SP crie Área de Proteção Ambiental do aquífero Guarani

Estudo analisa impactos das mudanças climáticas na Amazônia

Devedores da Previdência Social devem quase três vezes o déficit do setor

 

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EcoDebate: Índice da edição nº 2.704, 2017 [de 20/02/17]

 

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Estamos febris, artigo de Montserrat Martins

O quintilema da Agenda 2030 da ONU, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Seca no semiárido do Nordeste do país, que já dura seis anos, poderá se agravar até abril

Expedição aos Corais da Amazônia encontra peixes que estão sob risco de extinção e possíveis novas espécies

Estudo indica que políticas de controle do desmate dependem da fatia do agronegócio no PIB

Água virtual reforça importância do consumo consciente

APA do Tietê, SP – Secretário do Meio Ambiente é investigado por improbidade administrativa

Brasil é 10º país que mais mata jovens no mundo; em 2014, foram mais de 25 mil vítimas de homicídio

 

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José Cortez, meu Pai

É sempre muito difícil ‘falar’ sobre quem temos grande admiração, simplesmente porque, por maior que seja o nosso cuidado, sempre seremos injustos.

Sinto-me desta forma, ao compartilhar algumas leves e simples informações sobre meu Pai, José Cortez. Sei que serei insuficiente e injusto porque, por maior que seja o meu cuidado e zelo, não conseguirei demonstrar a minha admiração e respeito na exata intensidade que sinto.

José Cortez, meu Pai, é e sempre foi uma pessoa admirável e excepcional, sem deixar de ser uma pessoa comum, que enfrenta a vida com a mesma determinação e grandeza cotidiana de todas as pessoas comuns.

Mesmo diante de graves e seguidos problemas de saúde nunca esmoreceu ou perdeu a vontade de lutar pela vida e pela oportunidade de estar ao lado dos que ama.

Algumas de suas grandes qualidades deveriam ser consideradas como óbvias e comuns. Afinal, ser um filho / marido / pai /amigo leal, dedicado e esforçado em ser o melhor possível é o que todos são. Bem, deveriam ser, mas isto não é tão obvio e comum assim.

O mesmo vale para seu esforço diário em ser correto, justo e honesto. Coisas que deveriam ser naturais e comuns a todos, mas não o são.

Resumindo e com a certeza de não ter conseguido ser justo em expressar a sua grandeza cotidiana, posso dizer com toda a certeza de meu imenso orgulho em ser seu filho, sentimento igualmente compartilhado por minha irmã, Maria Tereza.

Bem, uma forma simples de dar alguns exemplos do que digo está em relatar a sua experiência profissional, de acordo com a sua própria memória.

Vamos lá:

  • S.A. Irmão Lever – Promotor e Vendedor do sabão em pó Rinso. Trabalhou na Promoção e Propaganda do sabonete Lever na Campanha “Encontre uma Chave e ganhe um Chevrolet”;
  • Nestlé – Vendedor do café solúvel Nescafé e dos produtos lácteos;
  • Dulcora – Vendedor, Supervisor do lançamento do drops Dulcora (embrulhadinho um a um). Em razão de seu comprometimento profissional e dedicação, foi homenageado com um almoço, durante o qual recebeu a Medalha de Honra ao Mérito por Serviços Prestados;
  • Bauducco – Vendedor, atuando no lançamento do Panetone Bauducco em todos os supermercados da Capital paulista. Os panetones, até então, eram apenas vendidos nas lojas Bauducco, no Brás, Dicunto, na Moóca e Dulca, no centro da capital;
  • Fábrica de Tecidos Tatuapé – Vendedor de Lençóis, Fronhas e Toalhas;
  • Moinho Santista – Vendedor da fibra sintética Dralon, utilizada na confecção de malhas.

No Moinho Santista encerrou sua atividade profissional como vendedor, ao aposentar-se após sofrer um severo enfarto, que exigiu uma cirurgia para o implante de três pontes de safena. Aposentou-se após 19 anos de serviços ao grupo.

Se assim não o fosse, teria recebido o medalhão de ‘Sucata de Ouro’, concedido aos profissionais com 20 anos de serviços.

  • Já aposentado, recebeu o convite para trabalhar como motorista particular de famílias amigas. Trabalhou para as Sras. Aurélia e suas filhas, Gisele e Sônia, durante mais de 6 anos, até que novo problema de saúde impossibilitou que continuasse.

Que continuasse profissionalmente, fique claro, porque nem assim desistiu de continuar sua vida de forma produtiva e tão intensa quanto lhe foi possível.

Como afirmei, no início, não é simples nem fácil expressar a sua grandeza e sua excepcionalidade diante de uma vida com tantos momentos bons e difíceis,  como tantas outras vidas de inúmeras pessoas.

A grandeza e a excepcionalidade talvez não estejam exatamente no que José Cortez fez e faz, mas como fez e faz.

Fez e faz com a intensidade de quem ama a vida e ama intensamente a sua família, com grande respeito a todas as pessoas, conhecidas ou não.

Sei que este texto não é suficiente e não está à altura de tudo que representa para mim e por todas as oportunidades e exemplos que me deu, mas, com todo meu coração, posso afirmar, novamente certo de que minha irmã, Maria Tereza, pensa e sente o mesmo que eu, que temos um imenso orgulho de sermos seus filhos.

À você, José Cortez, meu Pai, um grande e agradecido abraço,

Henrique

O consumo insustentável e os oceanos à beira de uma catástrofe, por Henrique Cortez

 

Nos últimos dez anos a população de atuns vermelhos diminuiu 90 por cento.Um atum de 150 quilos como este é raridade. O mais nobre dos peixes foi dizimado. Só restam peixinhos ridículos. E estão ameaçados. Foto na revista ÉPOCA.
Nos últimos dez anos a população de atuns vermelhos diminuiu 90 por cento.Um atum de 150 quilos como este é raridade. O mais nobre dos peixes foi dizimado. Só restam peixinhos ridículos. E estão ameaçados. Foto na revista ÉPOCA.

 

[EcoDebate] O rápido esgotamento dos estoques pesqueiros e a crescente degradação dos ecossistemas marinhos são temas que muitas pessoas já ouviram falar, mas, definitivamente, não se importam ou não se preocupam.

A acidificação dos oceanos, em razão do aumento da concentração do CO2 atmosférico, o aquecimento global e as mudanças climáticas ameaçam os ecossistemas marinhos e, diante da inação global, esta ameaça é crescente.

Como se não bastasse, a superexploração em razão do consumo insustentável, ameaçam os oceanos ainda mais rapidamente do que o aumento da concentração do CO2 atmosférico.

O relatório da FAO ‘The State of World Fisheries and Aquaculture 2012 ’ foi bastante noticiado, inclusive aqui no EcoDebate, mas a reação foi mínima, tanto no Brasil como nos EUA e Europa.

Como em outros temas relacionados à crise ambiental global, a maioria das pessoas prefere manter-se alheia ao problema. Não questiono a opção consumista alienada destas pessoas, mas tenho o direito de discutir que isto tem um ‘preço’, a ser pago pelas próximas gerações, nossos filhos e netos.

Segundo o relatório, 30% dos peixes do mundo são superexplorados (e podem desaparecer) e outros 57% estão próximos do limite de extração sustentável.

O relatório da FAO reafirma que a pesca comercial em grande escala já captura 80% de todas espécies oceânicas além de sua capacidade máxima de reposição e que a sobrepesca continua a crescer.

A redução dos ‘estoques’ oceânicos vem sendo compensada pela piscicultura comercial, que, de acordo com o relatório, já oferta 50% dos peixes consumidos em escala global. Em 2002 a piscicultura respondia por 1/3 da oferta.

A tendência de crescimento da piscicultura parece ser uma boa notícia, na medida em que, aparentemente, reduzirá a pressão sobre os cardumes oceânicos. Parece, mas não é.

A piscicultura precisa alimentar os peixes ao máximo, no menor tempo possível, para que atinjam tamanho e peso com valor comercial. Para isto usam rações e óleos produzidos a partir de pequenas espécies como sardinha. Estas pequenas espécies, que são de fundamental importância na cadeia alimentar, também estão sob imensa pressão de sobrepesca e a piscicultura é uma das razões.

As pequenas espécies, que, aparentemente, tem pequeno valor comercial, são intensamente capturadas para produção de rações. Um terço da captura mundial de peixe é desperdiçado na produção de ração animal, sendo que as rações preparadas a partir de peixes representam 37% (31,5 milhões de toneladas) do total de peixes retirados dos oceanos a cada ano e 90 % das capturas transformam-se em farinha e óleo de peixe. Em 2002, 46% de farinha de peixe e óleo de peixe foram utilizadas como alimento para a aqüicultura (piscicultura), 24% para alimentar porcos e 22% para a alimentação de aves.

Um terço do que acaba nas redes de pesca é jogado fora – Três em cada 10 peixes são mortos por engano e são jogados de volta na água. Todos os anos, 250 mil tartarugas são mortas pelos ganchos destinados aos peixes-espada. Mais de 70% dos estoques populacionais de peixes da Europa progressivamente são empobrecidos pelo uso excessivo das redes.

Os peixes compõem uma fração importante na nossa alimentação e seu consumo continua a aumentar em escala maior do que o aumento da população humana. É um grande mercado, pouco regulado e fiscalizado, que ainda não se preocupa com a sustentabilidade.

A indústria pesqueira mundial viola o ‘Código de Conduta para a Pesca Responsável’ da ONU, de acordo com um estudo que diz que nenhum país merece nota maior do que 6,0 em gestão de pesca. Quatro das cinco nações que mais capturam peixes tiveram nota abaixo de 5,0 num total de 10,0; Brasil ficou com conceito de 3,3

Quatro dos cinco países que mais capturam peixes em áreas costeiras no mundo -China, Peru, Japão e Chile- receberam nota abaixo de 5,0 num estudo que avaliou o grau de adesão da pesca mundial a práticas pesqueiras sustentáveis. O levantamento, que analisou os 53 países que mais pescam no mundo (e respondem por 96% do que é retirado dos oceanos), concluiu que todos têm gestão pesqueira reprovável.

Um estudo recente afirmou que a pesca em pequena escala é a melhor esperança de uma pesca sustentável, porque, em tese, a pesca em pequena escala já seria suficiente para atender a demanda de recursos pesqueiros para alimentação humana. Mas não conseguiria suprir a demanda para produção de rações para alimentação animal.

Não é à toa que o bacalhau, em 20 anos, deixará de estar nas nossas mesas. Mas quem se importa com isto, desde que esteja ‘presente’ no próximo almoço de páscoa.

Aliás, todas as 61 espécies conhecidas de atum entraram para a lista de animais ameaçados de extinção. Mas, novamente, e daí?

Estes são fatos amplamente noticiados mas, nem por isto, adquiriram importância no cotidiano da maioria das pessoas.

No Brasil, o Censo da Vida Marinha divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) indica que, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos estuários, 32 são sobre-exploradas. O caso dos crustáceos é ainda pior: a sobrepesca afeta 10 de 27 espécies.

A indústria pesqueira atual é insustentável, para não dizer irresponsável

Um novo componente de ameaça aos ecossistemas marinhos vem do crescimento de consumo dos suplementos alimentares a base de Ômega 3, m tipo específico de gordura encontrada mais frequentemente em peixes.

Uma parte da sobrepesca visa a produção de óleos Ômega 3, mas a redução dos ‘estoques’ pesqueiros ameaçava o crescimento vertiginoso do consumo deste óleo de peixes e a industria descobriu uma nova fonte, o krill.

Mike Adams, editor do portal NaturalNews, em interessante artigo [Questioning Krill Harvesting: Why Krill Oil Isn’t an Eco-Friendly or Sustainable Source of Marine Omega-3 Oils] questiona a sustentabilidade da produção de óleos Omega a partir da captura de krill.

O krill está na base da cadeia alimentar oceânica e, de acordo com o artigo, a sua biomassa sofreu uma redução de 80% nas últimas décadas. Ou seja, a indústria de óleos Ômega 3 encontrou uma ‘solução’ para a redução dos estoques pesqueiros que, ao longo do tempo, irá reduzir ainda mais estes estoques.

Mas e daí? Os óleos Ômega 3 são importantes para a saúde humana e quem se importa como foi produzido ou de onde ele vem?

Reafirmo que não questiono as opções de quem quer que seja, mas também reafirmo que temos a obrigação moral de reconhecer os impactos sociais, econômicos e ambientais destas opções.

Graças ao consumo insustentável de hoje, os que aqui estiverem em 2050 consumirão muito menos, simplemente porque haverá muito menos que consumir.

E esta será uma das consequências de nossas opções, inclusive de fazer de conta que os problemas não existem.

Henrique Cortez, henriquecortez@ecodebate.com.br
coordenador editorial do Portal EcoDebate

Nota do EcoDebate: Para uma melhor compreensão da dimensão da ameaça aos ecossistemas marinhos sugerimos que leiam, também, os textos abaixo relacionados, em ordem decrescente de data:

Os oceanos e sua importância para os serviços ambientais. Entrevista com Leandra Gonçalves

Aquecimento pode ser mais nocivo do que se imagina para os oceanos e para a vida marinha

‘O oceano é o coração azul do Planeta; é o que nos matém vivos; é a chave da vida’, insiste Sylvia Earle

Aumento das emissões de gases de efeito estufa podem causar US$ 2 tri danos aos oceanos

Estudo indica que mudança no pH dos oceanos pode acabar com vida marinha ainda neste século

Estoques pesqueiros estão no limite

Oceanos cada vez mais ácidos ameaçam 30% das espécies marinhas

Oceanos já estão até cem vezes mais ácidos devido a emissões de CO2

Sobrepesca e aquecimento dos oceanos ameaçam bilhões de pessoas, diz relatório do PNUD

Mudanças climáticas antropogênicas, lixo e exploração submarina ameaçam fauna e flora do fundo dos oceanos

Todas as 61 espécies conhecidas de atum entraram para a lista de animais ameaçados de extinção

Os oceanos à beira de uma catástrofe ‘sem precedentes na história humana’

Um novo estudo indica que a vida nos oceanos pode enfrentar extinção sem precedentes

Espécies comerciais pesqueiras sob o risco de colapso

Pesca insustentável: Um terço do que acaba nas redes de pesca é jogado fora

A indústria pesqueira atual é insustentável, para não dizer irresponsável

O CO2 e a crescente acidificação dos oceanos

Declínio da população de fitoplâncton ameaça cadeia alimentar marinha

EcoDebate, 16/08/2012

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